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23 de abril de 2014

O que está acontecendo com a adoração?

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Adorai e cantai hinos de louvor a Deus

Adoração não é cantar, mas é reconhecer a superioridade de Deus sobre nós (veja link). Pode ser pessoal ou coletiva, mas é preciso que se faça com o coração. Em Apocalipse 5:11-12 bilhões de anjos, animais e anciãos dizendo que "o cordeiro que foi morto é digno de receber o poder, riquezas, sabedoria, força, honra, glória e ações de graça". A bíblia, por diversas vezes, nos exorta a adorarmos, darmos glória, cantarmos hinos, louvarmos e bendizermos o nome de Deus.  Mas não significa que adorar é algo exclusivamente ligado a música.

Da mesma forma, o que está escrito no Salmo 150 não estabelece uma ligação biunívoca entre o louvor e a música -- e nem restringe o louvor a algo que somente deve ser feito na casa de Deus.  O conceito é muito mais profundo que isso (veja o significado de louvor neste link). O Salmo 150, resumidamente, apresenta que o louvor a Deus pode ocorrer de distintas formas:
  • no seu santuário e no firmamento
  • pelos atos poderosos e por sua grandeza
  • ao som de trombeta, com lira e harpa
  • com tamborins e danças
  • com instrumentos de cordas e flautas
  • com címbalos sonoros e ressonantes
  • tudo o que tem vida louve ao Senhor
Os principais comentaristas bíblicos (indico o software gratuito com todos os comentários bíblicos, no link) consideram que o que importa não é a lista dos instrumentos apresentada no Salmo 150 -- pois o objetivo do texto não é dizer que um ou outro instrumento pode ser usado dentro da igreja --, mas que todo homem -- e muito além disso: que "tudo o que tem vida" -- louve ao Senhor, seja numa igreja, seja junto ao trono de Deus ou mesmo em qualquer lugar. A deslumbrante grandeza da criação é visível no céu que vemos diariamente: o nosso Deus é, mesmo, muito poderoso! Tudo sempre louve a Deus.

Adorações modernizadas

Existe um vídeo que tem sido comentado e criticado (compare as práticas estranhas em relação à tradição litúrgica evangélica) relacionado à polêmica Igreja Batista da Lagoinha (ver video 1: link):

Vídeo 1.  Aonde a revolução do culto evangélico está nos levando. 

Os comentários criticando o vídeo acima variam desde os que acham que houve excesso até o extremo dos que acham que houve um ritual satânico (leia comentários do link do vídeo).  De qualquer forma qualquer cristão em busca de Deus não deve achar que o Vídeo 1 representa o interior de uma igreja num momento de sagrada reverência e adoração a Deus (mas é claro que o assunto é subjetivo e depende do grau comunhão do crente). Não parece ser atitude condizente com a Bíblia.  Nunca Cristo fez algo desse tipo, nem poderia se agradar de música desse tipo.  A música de fundo -- repare -- é rock, e muitos estão considerando isso o louvor atual com adufes e címbalos retumbantes do Salmo 150. Melhor estudar especificamente o assunto. Novamente recomendo um estudo completo e sincero de O Cristão e a Música Rock (livro do Dr Bacchiocchi disponível neste link, que trata do assunto).

Adotar música rock modificada na adoração é sintoma claro da perda do sentido do significado de "sagrado" (link). A igreja Adventista do Sétimo Dia repudia o uso de música rock ou jazz, ou ainda de músicas que se assemelhem a essas, na igreja e ainda recomenda que nem fora da igreja esse tipo de música seja ouvida por cristãos (link). Assim, fica claro que a música da igreja (i.e., música sacra) deve ser uma música especial, especialmente relacionada com música de coros e da congregação. Apenas um pequeno grupo de levitas selecionados formava o coro que cantava as músicas sagradas.

Para alcançar pessoas avessas a cultos e igrejas, existe o projeto "Nova Semente", cuja meta é apresentar uma linguagem e uma roupagem secular, relaxando exigências na casa de Deus e permitindo que cada um se expresse do seu modo.  Deste modo pode-se, ao mesmo tempo, ouvir da Bíblia e adorar a Deus.  Infelizmente, dentre outros, ocorrem dois grandes efeitos colaterais com essa implantação:
  1. o projeto acaba influenciando a igreja regular: os membros e pastores de muitas igrejas regulares acham que a forma de adorar a Deus mudou e adotam conceitos secularizados dentro do ambiente sacro do culto, provocando conflitos e mudanças na casa de Deus; e
  2. o hábito cristaliza o transitório: a referência do que é um santuário se perde e as pessoas habituadas à "adoração secular" não mais aceitam as instruções divinas, passando o relativismo a reger os pensamentos e decisões dos níveis mais baixos aos mais altos dentro da igreja, inclusive para as igrejas "regulares".
A Nova Semente introduz na IASD o momento de louvor por um grupo de louvor (um pequeno grupo de jovens que cantam com microfones em pedestais, à semelhança estética de grupos de MPB). Disposição bem conhecida da cultura musical brasileira!  Além disso colocam instrumentos de banda, que sempre foram estranhos à adoração, próximo ao lugar onde geralmente fica o púlpito.  Mas o objetivo é fazer as mentes secularizadas se sentirem "em casa". Num primeiro momento, fica uma proposta diferenciada das outras igrejas, mas com o tempo, as outras igrejas começam a buscar a fórmula de sucesso (popularidade e prosperidade) e, assim, a secularização adentra a igreja e muda os costumes.  

Uma evolução por etapas

Veja como a nova proposta está modificando o tradicional e a realidade atual de quem busca uma pura, perfeita e solene adoração é a total falta de opção! Tente encontrar na internet um vídeo solene de um culto de adoração: é muito difícil!  A tradicional igreja católica tem evoluído e se modernizado.  O vídeo 2 apresenta um raro ambiente que bem ilustra o que é um ambiente propício à adoração pela música.

 
Vídeo 2.  Música religiosa com coro, orquestra e solo. 

Repare que não há microfone para o coral e nem encostado na boca do solista. Não há gesticulações nem do solista nem coreografia do coro e há um total equilíbrio entre solista, coro e orquestra. Não há agressão aos ouvidos e a música é suave e agradável... um cheiro suave.  Era assim que deveríamos estar: era nessa direção que outrora caminhávamos! 
A proposta de que Deus não vai fechar os ouvidos para o louvor sincero, mesmo com a mudança global que ocorreu nos últimos séculos, em que a música secular com novos ritmos, novos instrumentos e novas tecnologias permitiu que uma nova realidade rompesse com a tradição litúrgica de outrora, deve ser analisada com muito cuidado. Deus nos ama e aceita o louvor feito com o coração... mas continuamos obrigados a examinar as escrituras e Deus continua não aceitando a "oferta de Caim".  O vídeo 3 é um novo formato, já com a proposta de atualização que dominou todos os meios evangélicos do mundo ocidental e apenas um pequeno grupo de cristãos tradicionais insistem no resgate do conceito tradicional e fundamentalista do padrão litúrgico dos cultos. 

Vídeo 3.  Louvor atual de todas as igrejas evangélicas (do mundo). 

O vídeo 4 pode ser um momento de descontração, mas não há justificativa em misturar ritmo irreverente com letra de louvor a Deus, mesmo que com a alegação de simples entretenimento.  Embora Deus seja amor, a Bíblia trata sempre com muita solenidade e seriedade o assunto e exige atitude e postura retas. O objetivo deste post não é o de julgar, mas o de fazer com que os membros das igrejas evangélicas pensem muito no que está acontecendo.  Comparem, estudem, orem e pensem se é isso o que Deus quer de nós e da nossa igreja.  Os líderes precisam refletir e buscar uma reforma para o realinhamento da direção (na qual uma vez já estivemos).
Vídeo 4.  Irreverência perante Deus.

O vídeo 4 é uma consequência natural e considerado aceitável pelos que frequentam o ambiente desse projeto.  Vários fatores contribuem para essa permissividade: o uso da bateria com o ritmo rock, a aceitação de melodias e ritmos dançantes, o uso de guitarras e pedais de forma inadequada e o dia-a-dia em contato com os grupos de louvor seduzem o homem pela música.

A dança

Davi dançou. Isso não significa que podemos dançar. Quem era Davi? Homem de guerra. Matou, mas não devemos matar. Dançou (estava fora do templo, usou estola sacerdotal e despiu-se, cf. link), mas não foi imitado por seus sucessores, e a dança não deve ser praticada na igreja.

O motivo do afastamento

O projeto da Nova Semente propõe adaptar o culto à realidade pós-moderna, ou seja, à evolução cultural e aos valores seculares atuais. A igreja vai poder falar a mesma linguagem do mundo para levar o mundo ao conhecimento de Deus. Mas essa adaptação não tem um real amparo bíblico e, na verdade, o projeto está, indiretamente, fazendo com que a Igreja Adventista se modifique e se aproxime de todas as outras igrejas -- e, em especial, daquela do vídeo acima. A proposta é de usar música ("rock-gospel") de qualidade com pregações feitas por excelentes pregadores (pastores eloquentes e profundos), num ambiente de música e práticas que flexibilizam a realidade do mundo.  O aparente "grande negócio" é, na verdade, um projeto (não-bíblico) flexível em todos os aspectos dos cultos (i.e., programas-show), inclusive na música rock-total (veja link).  Um dos efeitos colaterais é a imitação pelas outras igrejas adventistas "não-secularizadas", misturando os conceitos e trazendo confusão e discórdia na igreja.

Conclusão

Volto à pergunta inicial: o que está acontecendo com a adoração?  Respondo: o mesmo que acontece com a música, só que com a música podemos ver mais facilmente: secularização.  Pensemos melhor na direção que estamos tomando.  Poderemos um dia perceber que estamos indo no sentido errado, mas será tarde demais para anular os efeitos nocivos.  Quando a IASD estiver tal e qual todas as outras evangélicas com músicas gospel idênticas, então será muito mais difícil corrigir a geração que só conheceu essa nova realidade!  A adoração é algo para Deus.  Não vamos dar a Deus o que o homem quer, mas o que Deus quer. Vamos buscar na fonte e descobrir.

16 de abril de 2011

Escolhendo a Música da Igreja

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Para escolher a música da igreja hoje, podemos nos deparar com um dilema: manter o repertório da época de nossos avós ou deixar a tradição para trás e modernizar com o que se chama hoje de "louvor"? Há muita coisa a respeito disso nas discussões de internet e, segundo a minha análise, geralmente não há debates calorosos por uma razão básica: quem acredita que a música deve ser tradicional escreve a favor disso; quem acredita que o mundo mudou e que a música aceita pacificamente hoje não depende da tradição, escreve sobre isso. Assim, um nem termina de ler o que os outros escreveram, se houver divergências.

Eu já fui mais tolerante à música mais moderna e em casa ouço variados estilos musicais. Gosto de ouvir músicas bem escritas e executadas. Sinto-me bem ouvindo músicas distintas, algumas tranquilas, outras feitas com sons exóticos sintetizados. Gosto de ouvir as séries Gaither Gospel Series, pois têm tanto músicas divertidas e animadas como outras profundas e reflexivas. Acho possível louvar a Deus com címbalos e adufes ou mesmo bateria. Aliás, quando ainda criança, cheguei a pensar em aprender bateria, depois de adorar ouvir certas viradas difíceis! Hoje sei que o volume do som me incomoda muito a ponto de tornar inviável esse instrumento.  E além do mais, importante é saber que o instumento em si nunca foi um problema, mas o seu uso.

Fiquei mais conservador, embora não seja fundamentalista. Ao longo do estudo do assunto da música para igreja, sinto-me muito mais propenso a aceitar uma música com (a) ritmo mais contido e pouco sincopado ("gingado"), (b) letra profunda e significativa, (c) melodia sem floreios excessivos, melismas e efeitos artificiais (refiro-me a efeitos como rouquidão e voz "chorosa"), (d) "a cappella" até acompanhamento com rica orquestração de instrumentos, (e) harmonia densa e bem resolvida e (f) cantada em muitas vozes. Sinto-me adorando quando canto ou ouço na igreja música de igreja.

Na prática evito o que se está chamando de "banda", não me sinto confortável falando em "tribo" na igreja, não sinto que a igreja seja lugar para a bateria (não me refiro ao instrumento em si, mas à sua utilização que fatalmente é feita de forma "inconveniente"), não acho que o som da guitarra combina com adoração, e por fim não acho que jovens devam ser separados dos demais por ter gosto diferente, pois acontece o que já aconteceu: mudam-se os valores.

As argumentações a respeito desse assunto são muitas, mas eu sugiro a leitura do site que venho sempre indicando nos posts anteriores: "Música Sacra e Adoração".

Gostando ou não das mudanças sou obrigado a aceitar o que se faz nas igrejas hoje. Escrevo por acreditar que alguém pode achar curioso um músico parecer tão "retrógrado" e, tentando descobrir o motivo, acabe como eu, sendo outro "retrógrado". Só lembro que o som aceitável jamais pode passar de 95dB.

Os Cânticos que Usamos

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O texto a seguir é parte do texto intitulado: "Agradando a Deus em Nossa Adoração", escrito por Dr. Robert Godfrey, publicado no site Música e Adoração

O que os Salmos ensinam sobre o cântico? Primeiro, eles nos lembram da rica variedade de cânticos que podemos e devemos apresentar a Deus. Os Salmos contém louvor alegre e ação de graças. Os Salmos são chamados o Livro dos Louvores, pois eles não somente contém, mas também culminam no louvor de Deus (veja especialmente Salmos 146-150). Mas os Salmos contém muito mais do que louvor. Alguns Salmos refletem sobre a criação (por exemplo, Salmos 19 e 104); outros contam a grande obra salvadora de Deus em Cristo (Salmos 2, 22, 24 e 110). Há Salmos de lamentação e arrependimento (Salmos 32, 51 e 137), bem como Salmos que expressam a confusão e frustração que o povo de Deus às vezes experimenta vivendo neste mundo caído (Salmos 44 e 73). João Calvino com razão observou sobre o Saltério, "Não há uma emoção da qual qualquer pessoa possa estar consciente, que não esteja aqui presente como num espelho".

Em muitas igrejas hoje, parece que somente cânticos felizes e alegres são cantados. Mas a alegria não é a única emoção que os cristãos experimentam. A adoração cristã precisa prover tempos quando a tristeza ou as emoções reflexivas são expressas, bem como as felizes. Uma variedade de textos de cânticos, como os encontramos no Saltério, são cruciais para este propósito.

Segundo, os Salmos também são um modelo para nós da substância do nosso cântico. Uns poucos Salmos são curtos e têm elementos repetitivos, mas a maioria deles são cheios, ricos, profundas respostas a Deus e à Sua obra. O cântico de louvor a Deus, o Saltério nos lembra, não é apenas expressão emocional, mas um compromisso real da mente. A ordem para amar a Deus com toda nossa mente deve informar nosso cântico. Mente e emoções juntas são o modelo de louvor nos apresentado nos Salmos, e a igreja moderna deve trabalhar para restaurar tal união, onde ela tem sido perdida.

Uma vez que capturarmos novamente o sentido apropriado dos textos que devemos cantar, os outros dois assuntos sobre cântico são relativamente fácies de resolver. Que melodias devemos cantar? Podemos usar qualquer melodia que seja cantável para uma congregação e que suporte o conteúdo do cântico. A melodia deve refletir o modo e a substância do cântico à luz da alegria e reverência que são apropriadas à adoração. Com aquelas diretrizes em mente (e uma sensibilidade à dificuldade da congregação em relação a uma mudança), o assunto da melodia para os cânticos deve ser resolvido facilmente

3 de janeiro de 2010

Melodia, Harmonia e Ritmo

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O que o atrai mais numa música: a melodia, a harmonia ou o ritmo? Certo, a combinação disso é importante, mas se tiver que escolher um dos três aspectos para definir o seu repertório predileto, qual seria? Pense bem. Vamos ver isso por partes.

Pense em algumas das suas músicas preferidas, incluindo todos os tipos de música que você costuma ouvir. Vale trilha sonora de filmes e novelas, programas de televisão, músicas para ouvir no rádio do carro, músicas de meditação e de igreja. Dessas, tire a letra e pense em quais são marcadas pela melodia, pela harmonia e pelo ritmo. Provavelmente a maioria tem uma melodia bonita e um ritmo bem definido; nada de especial na harmonia.

Agora pense nas músicas religiosas modernas: costumam ter um ritmo rico em "desencontros", ao contrário dos mais "quadrados" de antigamente. A música "Castelo Forte", de de Lutero tinha harmonia e melodia mais elaboradas enquanto o ritmo era bastante simples. A melodia é um pouco menos marcante que a harmonia porque cada verso apresenta muitas semelhanças com os outros (veja que cada frase repete um tema ou variantes de um tema). A harmonia destaca-se nas músicas antigas. Harmonia "quadrada" é via de regra bem elaborada, no sentido de buscar um equilíbrio entre consonâncias e dissonâncias. No estudo mais profundo da música, percebem-se as dificuldades na composição, até das melodias religiosas antigas baseadas no "cantus firmus". Para quem não estudou sobre o assunto, saiba que a regra é tão rígida que fazer uma melodia bonita e agradável é uma arte. Colocar a harmonia tem outras regras de dissonância/consonância também difíceis. Um exemplo do que se precisava saber é a "clausula vera". Busque na internet sobre isto.

A música religiosa atual tem uma melodia geralmente mais simples, em algumas partes tem um ritmo mais acentuado (que chama mais a atenção) e geralmente ninguém vai perceber a harmonia. As mais refinadas são gravadas e mixadas nos Estados Unidos, com músicos profissionais (entenda-se: tecladistas, violonistas, bateristas, guitarristas, saxofonistas etc). O destaque fica com a expressão da dinâmica (forte/fraco).

Conforme já havíamos discorrido anteriormente, além da música, é necessário ter uma boa letra, a orquestração rica, o uso de instrumentos de cordas como violinos, os ornamentos, as dinâmicas, as mudanças de ritmo etc. Melodia, harmonia e ritmo definem a estrutura básica que representa uma música. A outra parte é o sopro de vida. Podemos dar vida a uma música ao executá-la, mas de certa forma, o efeito da música sobre as pessoas pode ser até certo ponto modificado, ampliado ou ajustado, mas me parece que por si só existe um poder intrínseco numa música definida pela melodia, harmonia e ritmo. Há músicas tristes e alegres, reflexivas e energizantes, claras e obscuras, sensuais e espirituais. Há um efeito que pode ser positivo, neutro ou negativo sobre alguns aspectos. Podemos mudar um pouco isso na execução, mas é a escolha da música que define a alma do sentimento que produzirá. Podemos reviver ou não a "alma" da música.

"Love Story" é uma música instrumental que pode ser extremamente triste e reflexiva ou apenas levemente triste e reflexiva, mas sempre será triste e reflexiva. É improvável, sem mudanças, torná-la alegre e engraçada. "A Pantera Cor de Rosa" é uma música jazz com bastante intensidade e variação rítmica e melódica. É, de certa forma, "enigmática". O tema de "Carruagens de Fogo" tem um tema claro e simples que se repete inúmeras vezes. Algumas músicas têm um efeito mais notório e consensual quanto ao sentimento que nos imputam, outras podem trazer diferentes sentimentos a diferentes pessoas, de acordo com seus temperamentos e a toda a carga sentimental armazenada na memória e que é ativada por algum aspecto da música, como a letra, associações com imagens e situações ocorridas correlacionadas com algo na música. Enfim, a música é um poderoso modo de mexer com o ser humano e a sua escolha deve ser muito bem avaliada, principalmente na igreja.

Escolha bem a sua música, execute com todo o seu talento e o resultado será sempre surpreendente.

 
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